A LENDA DO CABEÇA DE CUIA
IMPOSSIVEL FORMAR UM SER HUMANO PLENAMENTE MORAL NUMA SOCIEDADE INJUSTA
Cabeça de Cuia é uma lenda de Teresina-Pi. É a história de Crispim, um jovem garoto analfabeto que morava numa colônia de pescadores nas margens do rio Parnaíba. Ele era muito mau visto pelas moças e pelos colegas de sua idade, pelo fato de não dominar a arte de pescar. Acreditavam que o seu fracasso era consequencia de uma maldição que o rio Parnaíba pôs em Crispim. Ele era visto como “O amaldiçoado”. Sua familia era necessitada. Um certo dia, ao terminar mais uma pescaria mau sucedida, muito chateado, chegou em casa para o almoço, sua mãe lhe serviu, como de costume, uma sopa rala, com ossos, já que faltava carne no seu mocambo frequentemente. Nesse dia depois de receber muitas reclamações e ser descomposto por sua mãe, que o chamou de preguiçoso e fracassado, amaldiçoado, ele se revoltou, e no meio da discussão, num impulso infeliz, arremessou o osso contra ela, atingindo-a na cabeça, matando-a. Antes de morrer sua mãe o amaldiçou a ficar vagando no rio e também como efeito da maldição, Crispim ficou com a cabeça muito grande, do tamanho de uma cuia, daí o nome "cabeça de cuia". A mãe ainda lhe disse que sua pena perduraria até que ele devorasse sete marias virgens. Ao tomar conciência do crime que praticou, o adolecente pescador arrependido correu gritando desesperado na direção do rio Parnaíba sem que ninguem o tenha mais visto. Dada essa lenda, muitas garotas antigamente evitavam lavar as roupas às margens do rio parnaíba. Consta que até hoje ele é visto por pescadores com sua enorme cabeça de cuia e os olhos vermelhos tentando pegar na borda dos barcos.
Escrito por jobofevi às 20h52
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