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Meu Perfil BRASIL, Nordeste, TERESINA, MORADA DO SOL, Homem, de 46 a 55 anos, Portuguese, Portuguese, Arte e cultura MSN -
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Blog de jobofevi
TERESINA, 28 DE JULHO DE 2008.
Estou fazendo um longa metragem sobre a independência da província do Piauí, para a TV CIDADE VERDE de Teresina. As gravações são realizadas nos locais onde aconteceram os fatos, isso tem me afastado do blog. Voltarei na segunda quinzena de julho com mais detalhes, fotos e tempo para visitar os amigos. A saudade é muito grande. Obrigado e até breve.
Escrito por jobofevi às 14h35
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QUARTA-FEIRA, 11 DE JUNHO DE 2008
SATÃ MODERNO
Para mim todo amor tem sido inferno
Onde em delírio e ânsias me condeno
A estar tranquilo, humílimo, sereno,
Embora preso ao desespero eterno.
Sorva da Mágoa o trágico falerno,
Beba do Tédio o horrivel veneno,
Bendirei, sempre, as Trevas em que peno
Com a clama estranha de um Satã moderno.
Ah! quanto gozo eu tiro do suplício:
Monge na disciplina do cilício,
Viageiro das Sombras, dos Abrolhos!
Ah! quanta glória encontro nesta vida
Em que, ateus pés, me trazes de vencida
Sob a espada de fogo dos teus olhos!
Da Costa e Silva
| No que deu o desprestígio do professor |
| Postado por Luiz Weis |
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Com uma das mais importantes matérias sobre as raízes da crise da educação básica no Brasil, o repórter Fábio Takahashi antecipou na Folha as conclusões desalentadoras de um estudo sobre o preparo do professorado.
Apenas 1 em cada 4 dos melhores alunos do ensino médio escolhem o magistério como carreira, informa a reportagem, citando a pesquisa. É exatamente o contrário do que acontece na Coréia do Sul, cujas escolas estão entre as melhores do mundo. Ali, só os 5% mais bem avaliados num exame nacional podem ser professores. Na Finlândia, outro exemplo de sistema educacional bem sucedido, o candidato a professor deve estar entre os 10% com as notas mais altas.
O desprestígio social da profissão no Brasil é a causa primeira do desinteresse dos melhores estudantes em cursar pedagogia. Isso conta mais até do que salário e condições de trabalho para afugentar do magistério a elite dos que terminam o ensino médio – embora bons salários e boas condições de trabalho contribuam para a imagem de uma atividade.
Os educadores sabem disso. O grande público, não necessariamente.
”Como a profissão é desprestigiada”, diz com franqueza o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, Roberto Leão, “a maioria daqueles que escolhem trabalhar como professor o faz porque o curso superior na área é mais fácil de entrar, barato e rápido”.
A maioria também vem de famílias com baixa renda.
A matéria menciona um levantamento da Fundação Carlos Chagas segundo o qual 73% dos 2.700 participantes de cursos de formação de professores no país afirmam que seus amigos entendem que a carreira não vale a pena.
Isso resume “a impressão que a sociedade tem do professor”, observa a coordenadora do levantamento, Clarilza Prado.
E a impressão é de que tem fundamento o ditado “quem sabe faz, quem não sabe ensina”.
A mídia decerto não tem poderes para mudar essa impressão, mas bem que poderia mostrar, desde logo, que a desvalorização social do magistério não aconteceu por acontecer. A imprensa deu de ombros e a sociedade – leia-se: a classe média - não chiou quando os salários do professorado da rede estatal começaram a cair em termos reais, ao mesmo tempo em que a escola pública se massificava, a partir dos anos 1970.
Como a própria Folha registra, nas palavras do professor Dermeval Saviani, da Unicamp, “a opção dos governos foi atender mais gente com praticamente os mesmos recursos. Por isso, os salários foram reduzidos e o prestígio dos professor diminuiu muito. O docente virou um simples funcionário público.”
A imprensa vive martelando, com razão, que sem um grande salto no ensino básico o Brasil continuará a se desenvolver aquém do seu potencial. No entanto, quando noticia o mau desempenho da maioria dos alunos nos exames nacionais de avaliação, deixa em segundo plano, ou nem mesmo menciona, uma das causas básicas do fracasso disseminado – a desvalorização social do magistério, que afugenta da profissão muitos daqueles que, de outro modo, fariam a diferença nas salas de aula. |
Escrito por jobofevi às 20h21
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A última postagem do Pimentus foi sobre a PL 29. Que trata da discussão da nova regulamentação do setor de tvs por assinatura. Hoje, especificamente, quero falar das emissoras de sinal aberto. Aquelas que todos recebem sem custos em suas casas. Pra falar a verdade quero falar da Record News. Canal de Notícias da TV Record. Descobri na internet um link para todas as matérias que são feitas na emissora. A Record News é transmitida de graça para aqueles que tem antena parabólica ou a emissora tem um sinal repetidor em sua cidade. No caso de Araçatuba, onde moro, temos de utilizar a antena parabólica. No meu caso especificamente, que não tem antena, tenho de utilizar a internet.
Foi uma agradável surpresa. A programação é interessantíssima. Desde as matérias dos jornais regionais, a entrevistas sobre economia, política, variedades. Há também matérias de esporte, documentários e o próprio telejornal da emissora. Que vem aproveitando toda a estrutura do departamento de jornalismo da TV Record para fazer as matérias.
Apesar de não ser recente as transmissões da Record News, tem demonstrado que o investimento em jornalismo sério, com o interesse de informar tem dado certo. Não é a toa que a Rede Globo vem perdendo audiência seguidamente, creio que essa dobradinha da TV Record com a Record News tem dado sua contribuição para isso. Fonte: http://pimentus-ardidus.blogspot.com/
Escrito por jobofevi às 21h29
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Sexta-feira, 6 de Junho de 2008
A realidade
Sempre é mais ou menos
Do que nós queremos.
Só nós somos sempre
Iguais a nós próprios.
Fernando Pessoa.
FAO, fome no mundo, Daslu e a guerra no Iraque
Calma, não é o samba do blogueiro doido. Doido está o mundo, perceba. Na Conferência de Roma, há Três dias, o Diretor Geral da FAO, Jacques Diouf, disse que o mundo precisa de US 30 bilhões anuais para garantir alimentos a todos os seres humanos.
Em seu discurso, Diouf afirmou que no ano de 2006 o mundo gastou US 1,2 trilhão em armamentos, desperdiçou US 100 bilhões em comida e outros US 20 bilhões foram devorados por obesos.
"Frente a esse pano de fundo, como explicamos a pessoas com sentido comum e boa fé que não é possível encontrar US 30 bilhões ao ano que permitam a 862 milhões de pessoas famintas usufruir o mais elementar dos direitos humanos: o direito à alimentação, e portanto o direito à vida?", perguntou-se Diouf.
Apenas para efeito de comparação, o Blog faz a seguinte pergunta:
. Quanto os Estados Unidos gastam por dia na guerra do Iraque?
a) US 100 milhões b) US 270 milhões c) US 525 milhões d) US 720 milhões
Enquanto você pensa e eu não divulgo a resposta certa, mais um dado para comparação: a sonegação da Daslu foi de R$ 1 bilhão (o que daria para alimentar mais de 17 milhões de pessoas, usando os números da FAO).
A resposta correta à pergunta é a alternativa D. Ou seja, a cada 42 dias os Estados Unidos detonam os US 30 bilhões que seriam necessários para garantir alimento aos famintos do mundo.
Como a invasão ao Iraque aconteceu em 20 de março de 2003, são cinco anos (1827 dias – foram bissextos os anos 2004 e 2008), mais os 77 dias de 20 de março até hoje, o que dá um total de 1904 dias, o suficiente para matar a fome do mundo por aproximadamente 48 anos.
Agora, o que os Estados Unidos fizeram com o dinheiro:
. Qual a população do Iraque?
a) 52 milhões de habitantes b) 12 milhões de habitantes c) 27 milhões de habitantes d) 100 milhões de habitantes
. Quantos iraquianos foram expulsos de suas terras?
a) 1 milhão b) 100 mil c) 5 milhões d) 3 milhões
. Quantos iraquianos foram mortos?
a) 750 mil b) 1 milhão c) 500 mil d) 17 mil
. Quantos iraquianos estão refugiados no exterior?
a) 3 milhões b) 500 mil c) 720 mil d) 2,4 milhões
As respostas corretas são: C, C, B, D (Fonte: Rebelión)
Em sua opinião, isso é:
a) Uma estupidez b) um crime c) o capitalismo d) todas as alternativas e) outra coisa: diga qual.
Publicado originalmente no Blog do Mello.
Escrito por jobofevi às 23h25
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A idéia é confiscar IPods ou portáteis que contenham música "ilegal"
Enquanto o capital afunda cada vez mais na crise que ele mesmo forjou, parece que uma das precupações dos "ricos" é criar mais polícias.
Nenhuma novidade, afinal esse, quase sempre, é o primeiro tipo de reação da "classe ilustrada" nestes momentos.
Leiam abaixo a notícia que acabo de traduzir e que foi publicada originalmente no ótimo Rebelión (o meio de comunicação em espanhol mais lido de todo o mundo, segundo um de meus professores).
"Informes declaram que iPods, iPhones, portáteis e outros dispositivos digitais poderão ser confiscados por funcionários de aduanas de todo o mundo conforme um novo acordo confidencial para fazer cumprir as leis de propriedade intelectual que está sendo negociando atualmente entre as nações do G8.
Canadá, Estados Unidos e vários estados europeus (inclusive o Reino Unido) estão aprovando secretamente um novo acordo internacional através do qual a informação contida em iPods e outros dispositivos poderia estar sujeita à investigação de funcionários de aduanas que assumirão um novo papel como "polícias do copyright".
No acordo, que foi batizado com o nome Anti-Counterfeiting Trade Agreement (ACTA), as nações participantes formarão una coalizão internacional contra a infração do copyright. Ele deverá ser tratado na próxima reunión do G8 (Tókio, em julho próximo) e criará regras e regulamentos para controlar as cópias privadas e as leis de propriedade intelectual, além de propor o estabelecimento de um regulador internacional, "que converterá os funcionários de aduanas e outras funcionários de segurança pública em "'polícias de copyright'", informam Ottawa Citizen, el National Post e outros meios de comunicação canadenses.
O acordo daria à “polícia do copyright” o trabalho de revisar portáteis, iPods, iPhones e outros dispositivos pessoais em busca de conteúdo que viole as leis de propriedade intelectual, "inclusive CDs e DVDs pirateados". Para fazer esta proposição estalinista ainda mais lesiva, a “polícia do copyright” terá autoridade para decidir que conteúdo viola as leis de propriedade intelectual. Isso também inclui qualquer conteúdo copiado de um DVD ou de um reprodutor de vídeo digital que possa ser inspeccionado pelos funcionários.
Escrito por jobofevi às 12h44
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Saiu ainda outro dia em O Globo a notícia de que dois jovens vão receber agora R$ 850 mil, cada, como indenização pela morte de seus pais no fatídico reveillon de 1989, a bordo de uma porcaria que navegava às custas de falta de fiscalização, irresponsabilidade, ganância e suborno, chamada Bateau Mouche IV. Antes desses irmãos, apenas a família de um porteiro recebeu uma indenização pífia de R$ 30 mil, porque aceitou acordo com os proprietários da arapuca marítima.
Note que o fato ocorreu na passagem de 31 de dezembro de 1988 para 1 de janeiro de 1989. De lá pra cá, tivemos a primeira eleição direta para presidente da República. A vitória e a posterior renúncia de Collor, os governos Itamar, os dois de FHC e já estamos no segundo do presidente Lula. E só agora os irmãos conseguiram receber a indenização. E morreram 55 pessoas naquele naufrágio. Ou seja, 52 famílias ainda não receberam nada.
Essa postagem é sobre isso: a Justiça no Brasil. Ou melhor, a falta de Justiça. Por onde andam os juízes que se deixam levar por advogados cheios de conversa mole e que recebem malas de dinheiro para esticar o processo, protelar, procrastinar, enrolar, usar das brechas da lei para impedir que se faça justiça no Brasil?
O Bateau Mouche é um caso. Há também o daquele deputado Sérgio Naya, que construiu prédios de areia na Barra da Tijuca. Há o criminoso confesso, que foi editor-chefe do Estadão, jornalista Pimenta Neves, que matou covarde e premeditadamente a jornalista Sandra Gomide, destruiu física e psicologicamente a vida dos pais dela e passeia sua impunidade à espera da última firula da lei que o leve ao último recurso.
Não é possível que os juízes se contentem com o papel que lhes impõem advogados que, menos que sábios, são é muito sabidos. O caso do Pimenta Neves é emblemático. Por que não está preso? Por que não aguarda atrás das grades a decisão sobre se deve ficar ali por oito, quinze, dezoito ou trinta anos? Garanto que se assim fosse seus advogados tratariam de apressar o fim do processo e a sentença definitiva. Enquanto ele está solto, fazem exatamente o contrário, e, assim, como ele já tem quase (ou mais de) setenta anos, pode morrer tranqüilamente tomando um último chope num balneário qualquer, sem que a justiça tenha sido feita.
Há ainda o caso indecente do Proer, quando dinheiro meu, seu, nosso serviu para livrar a cara de bancos, sem que os banqueiros responsáveis tenham perdido, antes dos nossos, todos os seus bens.
Há o caso da compra da TV Manchete pela chamada RedeTV!, que até hoje não indenizou a imensa maioria dos funcionários da antiga Manchete. Como a justiça permitiu a venda, sem que o compromisso de pagamento dos funcionários fosse um compromisso assumido junto com a transação? Processos em fase de execução, e a RedeTV! (TV Ômega) afirma não ter dinheiro, e protela, protela, protela, pros tolos que pensam que somos... E olha que a CUT ainda alugou (ou aluga) espaço na emissora, num verdadeiro tapa na cara que uma central dita de trabalhadores deu em todos os que ficaram sem receber seus direitos com a negociata.
Há ainda o caso do Jornal do Brasil, que o empresário Tanure comprou sem pagar nada aos funcionários, porque a justiça permitiu que ele adquirisse apenas a marca Jornal do Brasil e não a empresa, quando a única coisa que valia ali era a marca, e esta deveria ter sido usada para pagar as dívidas trabalhistas da empresa, que estava quebrada.
O mesmo agora acontece com a Varig, a companhia aérea que foi orgulho do Brasil e deixou os funcionários a ver navios....
Como a justiça pode permitir isso? Como os juízes não se envergonham do triste papel de dizer ao distinto público que apenas fizeram cumprir a lei? Eles não são burocratas, carimbadores, mas seres humanos que estão ali para interpretar o chamado espírito da lei, que deve existir para proteger o mais fraco do mais forte e assim equilibrar a balança que simboliza a Justiça.
Antes de vender qualquer empresa, o proprietário deveria pagar a todos os seus funcionários, ou o comprador deveria assumir o compromisso de fazê-lo prontamente.
Crimes julgados, o condenado tem que esperar na cadeia (se essa foi a pena) a apelação que porventura faça.
Antes de aceitar trabalhar para um Fernandinho Beira-mar, por exemplo, os advogados deveriam perguntar de onde o traficante vai conseguir o dinheiro de seus honorários. Ou o dinheiro do tráfico só não é sujo quando usado para pagá-los?
O que você acha? Lembre mais casos. Conte o seu.
Publicado originalmente no blog do mello.
Escrito por jobofevi às 21h52
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QUINTA-FEIRA, 29 DE MAIO DE 2008

Não tenho falta de amor.
Quem me queira não me falta.
Mas teria outro sabor
Se isso fosse interior
Àquela janela alta.
Fernando Pessoa.
Escrito por jobofevi às 22h24
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Que idéia tenho eu das coisas?
Que opinião tenho sobre as causas e os efeitos?
Fernando Pessôa.
O BOLO DA ADRI, PARABÉNS!


Como regra geral, o pensamento conservador tende a ser duro e raramente combina com humor. A propaganda anticomunista, por exemplo, historicamente buscava semear medo através de imagens apavorantes ou de ameaças ligadas à expropriação da classe média ou mesmo aos perigos da guerra. Hoje, o orientalismo anti-islâmico apresenta os povos muçulmanos como terroristas, mais uma vez utilizando o medo como meio de convencimento. Mais um exemplo, dessa vez no âmbito das questões morais: o discurso anti-aborto que atribui ao óvulo recém fecundado estatuto de ser vivente e ameaça com a condenação ao inferno as mulheres que optarem por interromper uma gravidez não desejada.
O medo e as ameaças, reais ou imaginárias, são armas importantes de controle social e convencimento ideológico. No entanto, são pouco sutis e tendem a ser mais eficazes com públicos já dispostos a acreditar na mensagem veiculada. Como então buscar o consentimento daqueles que não se dobram aos argumentos mais simplistas, que guardam espírito crítico suficiente para duvidar de discursos muito bem arranjados, excessivamente carrancudos e moralmente rígidos?
Recentemente, dois filmes que fizeram sucesso nos cinemas me levaram a pensar sobre as necessárias estratégias do discurso conservador em busca da eficácia. Ambos não são filmes de guerra, onde a mensagem costuma ser mais direta, e nem dramalhões lacrimogêneos permeados por excessos sentimentais. São filmes considerados “sensíveis” pela crítica, por tratarem de temas delicados de um modo relativamente leve, com certo humor e no registro da sensibilidade das relações humanas vistas bem de perto.
O primeiro deles é Juno, ganhador do Oscar de melhor roteiro original deste ano. A personagem principal é uma adolescente que engravida do melhor amigo porque, num dia de tédio, resolve transar com ele. Juno, cujo nome vem da mitologia greco-romana, é uma menina esperta e espontânea, tem “tiradas” originais, bem ao gosto de uma sociedade onde a singularidade é vista como salvação da mesmice mercantilizada. Ela tenta fazer um aborto, mas desiste por causa de uma amiga que faz campanha anti-aborto em frente à clínica e que lhe diz que seu bebê já tem unhas. Além disso, é atendida na recepção da clínica por uma mulher com um look pós-punk que lhe oferece camisinhas de amora, o que lhe deixa com nojo. Por isso, decide que vai levar a gravidez ao seu término e depois dar a criança em adoção para um casal que fosse bem legal, escolhido em páginas de anúncios de jornal.
Quando conta ao pai e à madrasta o que se passa, recebe o apoio e carinho deles, muito compreensivos com a menina, ainda que esta, em seus momentos de rebeldia, faça coisas como vomitar num vaso de cerâmica que enfeita a entrada da sala.
O casal é escolhido: ricos, semi-alternativos, a mulher que queria muito ter filhos (dizia ter nascido para ser mãe) e não podia, consumista e um tanto histérica e o marido imaturo, meio incerto da escolha da paternidade. Eles entram em crise, se separam, mas Juno, que aparentemente flertava com o homem e sofre certo assédio dele, se solidariza com a mulher e mantém sua promessa de lhe dar o filho.
Em meio a isso, Juno se descobre apaixonada pelo pai da criança, seu colega de escola, que também a ama. Os dois ficam juntos, mas mesmo assim a decisão de dar a criança permanece. Depois do emocionante parto, a mãe adotiva e já separada vai à maternidade e se dá uma bela cena de seu encontro com o bebê. Enquanto isso, Juno e seu namorado se abraçam no quarto do hospital, choram e preferem não ver o filho que não será deles. O jovem casal fica junto e a mulher fica feliz realizando o desejo da maternidade.
No final, eu em lágrimas com as cenas derradeiras (principalmente cenas de parto me emocionam muito), fiquei pensando que aquele era o filme anti-aborto mais inteligente que já vi na minha vida. Tudo acaba bem. Nenhum tipo de ônus visível para ninguém. Os adolescentes permanecem adolescentes. Nenhuma miséria humana. Nem crime nem castigo. Todos com suas absolutamente normais e sensíveis vidas, prosseguindo calmamente na normalidade cotidiana. Nada é estranho. Não há choques, crises morais ou éticas, nada que lembre os dramas humanos que estão no coração da dramaturgia moderna. Simples assim.
A mesma sensação tive com O caçador de pipas. Mesmo cuidado estético, das imagens à trilha sonora. Ótimos atores, sobretudo crianças. Baseado num best-seller que vendeu mais de um milhão de cópias no Brasil, segundo a divulgação do filme, a história tem forte teor anticomunista e orientalista, defendendo a injusta elite afegã como se ela fosse a alternativa ilustrada e nobre em relação à indistinta barbárie soviética ou talibã, hoje com novo fôlego injetado pela invasão estadunidense e pelo presidente fantoche Hamid Karzai, indicado pelos EUA. O pai do narrador do filme, o menino que se torna escritor, é um homem rico, ilustrado, forte, meio duro, mas amoroso e justo, além de corajoso. Ele tem de fugir do Afeganistão após a invasão soviética e vai para os EUA com o filho viver uma vida modesta, porém digna. Profundamente anticomunista, fica claro que, na visão do autor do livro transposto para as telas, que esse seria o tipo de homem ideal para conduzir a política em seu país, elemento civilizador daquela sociedade, apesar de seu perfil meio Casa-Grande & Senzala, já que teve um filho bastardo nunca assumido com a mulher do serviçal que trabalhava há décadas em sua casa, sendo “quase da família”.
Mas deixando a macropolítica de lado, o que mais me chamou a atenção foi o relativismo moral do filme. O “herói” é o jovem escritor que narra a história. Na infância, tinha como amigo inseparável o filho do empregado (na verdade seu irmão, mas ele só vem a saber disso ao final da película), com quem compartilhava grande paixão por pipas. Covarde, ele assiste passivamente a agressão e estupro do menino que tinha ido buscar para ele uma pipa cortada numa disputa nas lajes de Cabul. Depois do ato de covardia, ele faz de tudo para o pai expulsar o empregado com o filho, pois é incapaz de conviver com o amigo depois do acontecido. Por fim, ele simula o roubo de um relógio e consegue o seu objetivo de tirar o amigo de sua casa e de sua vida. Fiel ao amigo/patrãozinho até o fim, o filho do empregado sequer se defende da falsa acusação e, percebendo as intenções do outro, assume a culpa do roubo.
Anos se passam, o narrador vai para os EUA com o pai, se casa, publica um livro (desde pequeno ele gostava de contar histórias e seu amigo era seu principal ouvinte e crítico) e recebe a chamada telefônica de um amigo do pai de quem gostava muito. Esse personagem o convoca a voltar ao Afeganistão para resgatar o filho de seu antigo amigo, que agora ele descobre ser seu irmão, assassinado pelos talibãs. O menino órfão é abusado pelo mesmo rapaz, agora um chefe talibã, que havia estuprado seu pai. Depois de resistir um pouco e aparentemente convencido pela descoberta do parentesco, o narrador parte para a heróica busca do menino e consegue resgatá-lo e levá-lo consigo para os EUA. Dessa forma, procura se redimir do que fez ao irmão bastardo no passado.
Mais uma vez, encontramos um personagem que é destituído de culpa, não é atormentado, sem vestígios dostoiévskianos. Levava sua pacata vida sem sobressaltos até o momento em que é empurrado para a missão e, de repente, consegue assumir posturas heróicas e de enfrentamento com os talibãs. Sem dilaceramentos, sem tormentas, sem dramas nem tragédias. Somente uma sensibilidade anestésica que, desconfio, mergulha em lágrimas discretas nossa explícita normalidade alienada.
Por Adriana Facina.
Escrito por jobofevi às 19h48
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ESPEREM! VAI COMEÇAR O SEGUNDO ATO...
Destrinchando a mídia, por Carlos Latuff 26.05.2008, Terça-Feira.

Abro mais o espaço para o cartunista Carlos Latuff (vejam aqui o blog dele):
Há mais de 40 dias os aparelhos de TV dos brasileiros tornaram-se mesas de autópsia onde a imprensa burguesa suja vem eviscerando o cadáver de uma criança no chamado "Caso Isabella", num verdadeiro festim de sangue. A audiência acompanha dia a dia cada detalhe sinistro, cada capítulo dessa novela macabra. E os telejornais continuam em seu "milagre" da transformação de sangue em audiência. Agora surgiram outros atores, "convidados" para encenar o ll ato; O desmanche. Em breve os televisores não mais estarão nas salas e sim nos banheiros, para facilitar o acesso do telespectador em caso de vômito.
Escrito por jobofevi às 22h39
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De que te chorem?
Descansa: pouco te chorarão...
O impulso vital apaga as lágrimas pouco a pouco,
Quando não são de coisas nossas,
Quando são do que acontece aos outros, Sobretudo a morte,
Porque é a coisa depois da qual nada acontece aos outros...
Álvaro de Campos, heterônimo de Fernando Pessoa.
Não me canso de repetir aqui: a tortura é um crime hediondo, uma ignomínia. Ainda mais quando praticada por agente do Estado, como ocorreu durante a ditadura militar. E como continua a ocorrer nas delegacias de polícia pelo país afora.
O pior é que ainda há gente como o deputado Bolsonaro e o senador Agripino, que pensam em fazer gracinha com episódios de tortura, e quando um jornal tradicional, como o Estadão, publica a carta de um leitor também nesse sentido.
Posto diante da torpeza de publicar a tal gracinha, o editor da seção de cartas do jornalão saiu-se com a conversa mole de que estava defendendo a liberdade de expressão...
O Rovai, do Blog do Rovai, publicou um artigo sobre o tema no Observatório da Imprensa, que merece a sua leitura.
Escrito por jobofevi às 16h24
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DOMINGO, 25 DE MAIO DE 2008
“O mundo sempre foi assim, injusto; é impossível mudá-lo”. Será mesmo?
FELIZ ENCONTRO OU PAPO CABEÇA?
Vamos dar uma breve olhada no cérebro humano, com a ajuda do neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis, homem compreensivelmente pouco conhecido no Brasil. Enquanto a regra é imaginar o cérebro como um órgão que interpreta o mundo, sua tese central é que o cérebro cria o modelo do mundo, e ele só confirma ou nega esse modelo continuamente. “O cérebro tem um ponto de vista interno, dele, próprio, criado ao longo da nossa vida”, diz em entrevista à Caros Amigos deste mês.
Para se ter uma idéia do que significa a teoria de Nicolelis, basta dizer que se seus estudos prosseguirem com sucesso, não haverá impedimentos para que paraplégicos e quadriplégicos recuperem os movimentos perdidos, sem necessidade de se utilizar células-tronco. O modelo de Nicolelis pretende fazer chegar os sinais diretamente do cérebro para o membro afetado; para isso, ele pretende revestir o corpo com um exoesqueleto e fazer o cérebro controlar a estrutura. “Inventamos uma prótese de locomoção onde o cérebro do macaco na Carolina do Norte comandou um robô no Japão em tempo real. O robô andou de acordo com o comando que veio do cérebro do macaco e mandou de volta os sinais das pernas andando”, afirmou na mesma entrevista.
Se o cérebro tem um ponto de vista interno, criado ao longo de nossa vida, isto significa dizer que ele é bastante suscetível às mensagens explícitas e implícitas veiculadas pelos meios de comunicação. Em outras palavras: o que está em disputa é a própria produção de subjetividades, que determinam formas de agir, pensar, sentir e viver de cada indivíduo e, conseqüentemente, da sociedade como um todo. Esse “modelo de mundo” criado pelo cérebro vai se basear nas informações por ele percebidas ao longo da vida.
Aqui a ciência tem um feliz encontro com a filosofia. Os franceses da chamada “filosofia da diferença”, como Gilles Deleuze e Félix Guattari, chamaram o debate para a sociedade de controle, uma espécie da adaptação da sociedade disciplinar esmiuçada por Michel Foucault. Para eles, importa estudar o “biopoder”, que é a constante apropriação da potência de cada indivíduo, de sua própria vida, pelas forças dominantes.
Se o cientista brasileiro Miguel Nicolelis estiver certo, estamos diante de uma leitura profundamente libertadora em relação ao funcionamento do cérebro humano. Afinal, admitir que cada indivíduo seja capaz de produzir sua própria realidade é bem diferente de simplesmente aceitar modelos prontos. Da interpretação anterior a Nicolelis derivam, por exemplo, mensagens como “o mundo sempre foi assim, injusto; é impossível mudá-lo”, que a direita e sua mídia adoram divulgar. Por outro lado, a nova proposta reposiciona o ser humano no centro do mundo e o enxerga como protagonista de sua época em vez de alguém fadado ao assujeitamento pelas forças hegemônicas.
O cientista brasileiro enxerga no povo brasileiro um talento desperdiçado por falta de oportunidade. Por isso, Nicolelis escolheu uma região pobre do país (Macaíba, na periferia de Natal), para implantar o primeiro Instituto de Ciências onde pretende iniciar uma rede que atenderá mais de um milhão de crianças.
As corporações de mídia não consideram jornalisticamente relevante que Nicolelis esteja entre os 20 maiores cientistas vivos do mundo, ou que ele tenha sido indicado ao Nobel de Ciência. Ele sinaliza com uma explicação possível na entrevista à Caros Amigos: “Quando apresentei o projeto de Natal em Davos (...) tinha acabado de sair uma carta que assinei com o presidente, primeira vez que um presidente de qualquer país assinou um editorial na Scientific American. (...) Não saiu em lugar nenhum. Estava na capa da maior revista de ciência do mundo, o presidente, o ministro da Educação, se comprometendo a levar o currículo de educação científica infanto-juvenil desenvolvido em Natal para um milhão de crianças brasileiras. Mostrei as crianças montando robô, usando telescópio, medindo lua de Júpiter (...) em Macaíba, na periferia de Natal. Foi um choque. Mas só fora daqui saiu nos jornais, saiu na Scientific American, na Science, na Nature, nas grandes revistas do mundo”.
Por Marcelo salles
Escrito por jobofevi às 11h40
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AOS 80 ANOS, MORRE UM DOS MAIORES POETAS CONTEMPORÂNEOS DA LINGUA PORTUGUESA
H DOBAL
QUEM CANTA BEM AS SUAS ORIGENS TORNA-SE UNIVERSAL(Tolstoi)

NA MANHÃ DE ONTEM, MORREU VÍTIMA DE FALENCIA MÚLTIPLA DOS ORGÃOS, CONSEQUENCIA DO MAU DE PARKINSON QUE O ATORMENTAVA A 30 ANOS, O POETA E ESCRITOR H DOBAL. COM UMA OBRA POÉTICA COMPLETA FAZIA UMA CRÍTICA AO PROSCESSO CIVILIZATÓRIO QUE DESUMANISA O HOMEM. UM POETA UNIVERSAL E ECUMÊNICO.
A Morte
A morte aparece sem fazer ruído.
Senta-se num canto fica indiferente com seu ar de calma absoluta. Mira longamente o quarto o retrato a cama os remédios postos entre os livros sobre a mesa escura.
Depois se levanta sem nenhuma pressa sem impaciência retorna ao seu mundo a morte, de gestos claros e serenos.
A grandeza poética de H Dobal
Edimilson Caminha
O valor da poesia brasileira contemporânea se deve não só aos grandes poetas que todos aplaudem, mas, igualmente, aos outros que, tão bons quanto aqueles, a maioria desconhece. Quem já leu poemas de Francisco Carvalho e Loyola Rodrigues, do Ceará, João Carlos Teixeira Gomes, da Bahia, Cassiano Nunes, de Brasília? Os leitores da província, testemunhas do talento de quem se pode igualar aos eleitos pela fama. Junte-se, a esses que não aparecem, o piauiense H. Dobal. No discurso com que recentemente o saudou em nome da Academia Brasileira de Letras, o poeta Ivan Junqueira desculpou-se pela demora em descobrir um escritor com a estatura do colega de Teresina, comparável, segundo ele, a Carlos Drummond de Andrade e a João Cabral de Melo Neto.
O Tempo Conseqüente, livro com que estreou em 1966, já revela a grandeza e a força da poesia de H. Dobal. Tomem-se, para ilustração, os versos de “Fazenda”: São trinta cabeças / de gado cabrum. / Criação miúda / sem qualquer ciência. / (...) Mas vem da morte / sua serventia / o couro e a carne para o homem / mais pobre do que elas. Versos curtos, magros, incisivos, em que mal se percebe a adjetivação, tal a dureza com que é usada. E aí já se descobre, também, a vertente maior da poética dobaliana: o Piauí áspero e belo, a paisagem rude e sedutora, a seca e o rio, o homem e os bichos. É intensa e profunda a relação de H. Dobal com a terra piauiense, como um Anteu que arranca do chão as gotas da seiva que lhe dão a vida. Manuel Bandeira, oficial do mesmo ofício, estava certo: “Só mesmo um poeta ecumênico como Dobal podia fixar a sua província com expressão tão exata, a um tempo tão fresca e tão seca, despojada de quaisquer sentimentalidades, mas rica do sentimento profundo, visceral da terra.”
Na consciência da morte e no apelo do amor, o piauiense encontra matéria para a boa poesia — mas consciência sem angústia, apelo sem aflição. A morte aparece / sem fazer ruído, lemos nas primeiras páginas de As Formas Incompletas. Se, em “Os Amantes”, o poeta volta à mocidade para se fazer ouvir (Eis-me de novo adolescente. Triste / vivo outra vez amor e solidão.), é a voz madura que entoa a “Oração para Invocar as que não Vieram”: Venham a mim todas as que não me quiseram, / todas as que deixaram de conhecer, no sentido bíblico, / um homem competente não só na palavra amor / mas também nos carinhos mais fundos. Outros poemas se constroem na terceira pessoa (Os namorados na estrada / vão preparados para o domingo.) — como se, discreto e reservado, assumisse o poeta a isenta condição de observador, para melhor falar dos sentimentos alheios e não do que lhe vai no próprio coração. Daí o à vontade com que compõe “Os Graffiti Amorosos”: Sexoral. Orgasmo. Liberdade / para as minorias eróticas.
Nada, porém, que exceda a criação dobaliana de fundo épico, a exemplo do primoroso “Leonardo”: No campo raso vai galopando / Leonardo de Nossa Senhora / das Dores Castello Branco. “El Matador” denuncia a bárbarie de João do Rego Castello Branco, piauiense feroz: Matador de índios. / A fama de seu nome / a fúria de seu nome. / Sua memória em sangue / se repete. “Memorial do Jenipapo” lembra a famosa batalha que se travou nos domínios piauienses de Campo Maior: Este monumento / se levanta agora / na paisagem nobre: / que as éguas da noite / jamais perturbem / o sono anônimo / dos enterrados / nesta terra pobre.
Se há poetas que viram personalidades públicas, H. Dobal é um homem particular — como o compreende o cineasta Marden Machado no filme que lhe dedicou. Segundo já disseram, sua obra deu dimensão universal à poesia piauiense. Pela força e pela grandeza com que nos emocionam, os versos de H. Dobal são daqueles que, sozinhos, valem por uma literatura.
Escrito por jobofevi às 14h15
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Sexta-Feira, 23 de maio de 2008
OI meus amigos e amigas.
Minha cirurgia foi um sucesso, adormecí enquanto conversava com o médico, Dr. Hermes Texeira Nunes Jr. e de repente acordei com uma voz feminina: "O senhor já está operado, e já vou levá-lo ao seu apartamento". E eu feliz da vida pensava: Mas como? Se não sinto nada! Nem mesmo um pequeno incômodo! Perdí apenas duas colheres de sangue. Quando o Dr. Hermes ligou duas horas após a intervenção, quem lhe atendeu foi eu, ele apenas pediu-me que não conversasse muito. Ele comentou com sua esposa, que também é médica, que ficou impressionado com a minha recuperação. Eu também fiquei impressionado com a competencia dele e de sua equipe. Fico muito agradecido com o Carinho de todos voces. Agradeço o carinho da minha esposa Lourdes, dos meus queridos filhos, e dos amigos mais próximos. Um beijo a todos e um abraço especial ao Everson pela sua grandeza de carater.
João bôbo
Um homem inteligente pode transforma-se num joão bôbo, quando não sabe valer-se de seus recursos naturais. William Shakespeare.
Um absurdo!
É por essas e outras que a parte boa da polícia vive dizendo que o tráfico de drogas está infestado de lideranças políticas e burgueses e o aparelho policial e jurídico só pesca e detona as piabas. O que voces acham dessa notícia publicada no portalaz?
Não dá para ninguém com o mínimo senso aceitar passivamente declaração como a que foi feita pelo prefeito de Teresina, médico Silvio Mendes, durante solenidade municipal, de que vai negociar com os chefões do tráfico para que eles não vendam mais drogas para as crianças nas escolas da Prefeitura de Teresina. Ao invés de chamá-los a um gabinete com ar condicionado, cafèzinho, chá e água gelada servida por garçom pago com o dinheiro público, o lugar desses criminosos é atrás das grades e o papel do prefeito é executar políticas públicas de recuperação dos viciados em droga, colocar segurança nas escolas, implantar, se for o caso, disque-denúncia para, em parceria com a população, identificar quem vende drogas e denunciá-los à Polícia Federal. Jamais cometer a asneira de dizer que vai fazer parceria com bandidos porque reconhece que não há outra maneira de combater o tráfico e o uso de drogas. Anteontem, durante o lançamento do Orçamento Popular 2009, o prefeito de Teresina, médico Sílvio Mendes, demonstrou que se curvou diante do tráfico na capital. A Constituição Federal é clara quando prevê punição para traficantes e em certos aspectos muito mais rigorosa para o aliciador de crianças para o tráfico. E para que negocia com eles? O que se espera do prefeito é uma atitude radicalmente diferente da que ele se propõe. Como gestor, ele deve ajudar na repressão ao tráfico e recuperação das crianças que foram parar nas mãos desses bandidos. Não há espaço para diálogo com essa gente. Só quem diz que vai fazer parceria com traficante não deve conhecer o drama das famílias que têm seus filhos atolados no consumo de entorpecentes. A droga é democrática, ataca os ricos e os pobres. Os ricos, entretanto, têm dinheiro e o poder para internar seus filhos nas melhores clínicas daqui, do país e do exterior. Aos pobres só resta a violência, o crime e a cadeia.
Fonte: www.portalaz,com.br
Escrito por jobofevi às 15h41
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De que te chorem?
Descansa: pouco te chorarão...
O impulso vital apaga as lágrimas pouco a pouco,
Quando não são de coisas nossas,
Quando são do que acontece aos outros, Sobretudo a morte,
Porque é a coisa depois da qual nada acontece aos outros...
Álvaro de Campos, heterônimo de Fernando Pessoa.
Destrinchando a mídia, por Carlos Latuff 18.05.2008, Domingo.

Abro mais o espaço para o cartunista Carlos Latuff (vejam aqui o blog dele):
Há mais de 40 dias os aparelhos de TV dos brasileiros tornaram-se mesas de autópsia onde a imprensa burguesa suja vem eviscerando o cadáver de uma criança no chamado "Caso Isabella", num verdadeiro festim de sangue. A audiência acompanha dia a dia cada detalhe sinistro, cada capítulo dessa novela macabra. E os telejornais continuam em seu "milagre" da transformação de sangue em audiência. Em breve os televisores não mais estarão nas salas e sim nos banheiros, para facilitar o acesso do telespectador em caso de vômito.
Escrito por jobofevi às 20h59
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SEXTA-FEIRA, 16 DE MAIO DE 2008
Ganhei dos meus dois amores: vilminha e Tereza freire

Agora repasso para os blogamigos:
Adri - Chuvinha - George Carvalho - BHETO SIDES
Landinho - Pedro Freire - elane rabelo - Anna
Poema inacabado
Sou as lágrimas da tempestade
Com o choro de trovão
Sou quem te nega um olhar
Mas te entrega o coração.
Sou...
Bandys http://esconderijodabandys.blogspot.com/
Acho que só poderei postar e visita-los novamente na próxima semana, hoje estarei fazendo ums exames para sábado de manhã me submeter a uma coleccistectomia (cirurgia da vesícula). Se Deus quiser domingo de manhã estarei em casa repousando e louco para visitá-los, até agora a ficha não caiu. Na medida em que o tempo vai se aproximando da hora da cirurgia vou ficando com medo. É a minha primeira cirurgia e sou um molenga quando o assunto é anestesia. Na hora que der para sentar na frente do "pc" chegarei aí. Um beijo a todos e até já.
Escrito por jobofevi às 16h46
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